O Acadêmico – Para quem está em outro nível

Você está contratado!

02/12/2009 · Deixe um comentário

A diretora executiva do Pão de Açúcar, um dos maiores grupos de varejo do mundo, com 80 mil profissionais, conta o que ela leva em conta na hora de contratar

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Crédito: RÉGIS FILHO

 

A carioca Claudia Elisa Soares, de 41 anos, assumiu, no ano passado, a diretoria executiva de recursos humanos do Grupo Pão de Açúcar. Depois de 17 anos na cervejaria AmBev e uma passagem rápida pela Leitbom, de laticínios, é uma das duas mulheres que ocupam a sala compartilhada pela alta direção do grupo, junto ao presidente, Claudio Galeazzi, em um prédio da zona sul de São Paulo.

Menos de um ano depois de sua chegada ao RH, o Pão de Açúcar incorporou a rede de supermercados Assai, em seguida comprou o Ponto Frio. Somente nesta última aquisição o grupo ganhou 10 000 novos funcionários. Estar à frente de 80 000 pessoas em qualquer momento não seria uma tarefa simples. Depois das aquisições, a empreitada de gerir o RH fi cou ainda mais complexa, considerando a união de culturas diferentes e o tamanho das empresas. No momento em que está decidindo como se dará a integração das pessoas e dos novos negócios, Claudia conta o que é valorizado no Pão de Açúcar e o que leva em consideração na hora de contratar profi ssionais para o grupo.

“Quando eu cheguei, respondia tudo de pronto. Aprendi que pedir um tempo para pensar não é o mesmo que decisão lenta”

Você passou por movimentações, entre fusões e aquisições, em 17 anos de AmBev e, com pouco mais de um ano no Pão de Açúcar, houve mais duas incorporações. Como vai ser essa integração? Como fi cam as áreas em que há sobreposição de cargos? 

A história do Pão de Açúcar é repleta de aquisições. Com o Ponto Frio essa história não mudou. Com a chegada, em 2008, do Claudio [Galeazzi, presidente do grupo], a companhia reforçou sua cultura de processos. É assim que a aquisição foi trabalhada: processos, estruturas e produtos estão sendo discutidos. Ainda não é momento para falar do que vai mudar, pois não fi zemos nenhum movimento grande e estamos estudando tudo. Nesse instante, estamos fazendo o que se chama de low hanged fruits, que é colher as frutas mais baixas, ou seja, identifi car ganhos imediatos com cortes de despesas simples. A área de recursos humanos está preparando treinamentos para adequar quem está chegando. Isso é o que consome boa parte do meu tempo hoje: preparar e desenvolver expertises e habilidades que privilegiem o crescimento do grupo no futuro próximo.

Agora são 80 000 funcionários. Como desenvolver as competências certas em tanta gente ao mesmo tempo? 

Não queremos impor nada. No negócio de eletroeletrônicos, eles [o pessoal do Ponto Frio] são especialistas, o que para nós é enriquecedor, porque não temos isso em grande escala. Eu quero trazer alguém de lá pra cá, porque acho que tem coisas que podemos ganhar aqui dentro, e vice-versa. De maneira geral, ultimamente temos escolhido trazer pessoas que tenham uma visão mais processual, estruturada e disciplinada. Mas acho que nunca fi – zemos tantas promoções internas como nos últimos tempos.

Você já contratou bastante gente desde que chegou. O que valoriza na hora de contratar um profi ssional para o grupo? 

Considero as pessoas pela abordagem que fazem da sua carreira. Quero saber se o profi ssional está sempre se superando, aprendendo. E sempre pergunto se o cara já foi demitido na vida. Em uma entrevista que eu fi z, o candidato falou: “Graças a Deus, nunca fui demitido”. Se ele achar que é demérito ser demitido, onde está a humildade? Vi pessoas que depois das perguntas demonstraram humildade, que é um dos nossos valores. No Pão de Açúcar, reconhecer que não sabe algo é bem aceito. Não há problema em errar e aprender com o erro.

Você foi demitida da AmBev? 

Sim. Minha saída na AmBev veio depois de uma conversa com o primeiro homem de recursos humanos, o Olivier Lambrecht, que foi ótimo comigo. Foi uma boa conversa, mas a saída partiu muito mais da empresa do que de mim. Na avaliação com o Olivier, eu entendi que não chegaria aonde eu queria. Eu queria subir, assumir o lugar dele. Queria continuar crescendo. E ele realmente queria um sucessor, mas esse cargo não seria meu. No fi nal, foi tudo conduzido de uma maneira superamorosa e eu estava empregada um dia depois de deixar a AmBev. [Claudia foi para a Leitbom, comprada pelo grupo GP, no dia seguinte à sua saída da AmBev e por lá fi - cou por três meses, até receber e aceitar a proposta do Pão de Açúcar.]

Falando no assunto, você veio da AmBev, que incentiva a competitividade fortemente. O que você trouxe de lá? 

Todo mundo pergunta, quer fazer uma comparação, mas são empresas e culturas diferentes. A verdade é que toda cultura corporativa tem que estar alinhada com o que é o negócio e o setor. A AmBev, pelo produto, pelos consumidores, tem um DNA masculino. A cultura Pão de Açúcar, pelo setor, pelos clientes, é uma coisa mais feminina. Ter um DNA mais masculino signifi ca um pouco mais de dureza, decisões rápidas, fazer mais do que discutir. É pertinente. Aqui é diferente, porque a gente conversa muito, tem abertura para discussão de detalhes. Acho que é algo mais feminino. No Grupo Pão de Açúcar existe uma preocupação constante não só com resultados e performance, mas com a felicidade das pessoas. Para o Abílio [Diniz, empresário, presidente do conselho do Pão de Açúcar], todo mundo faria terapia para se conhecer melhor.

O que não signifi ca que ele é bonzinho… 

Não, mas na maioria das empresas, quando se fala em alto desempenho, signifi ca ter uma resposta pronta pra tudo. Essa é uma atitude valorizada no mercado. Aqui é valorizado dizer “Eu não tenho certeza, me dê um dia para pensar”. Quando cheguei, tinha a mania de responder tudo na hora. Estou aprendendo que pedir um tempo não signifi – ca que você não tem uma tomada de decisão rápida.

Fonte: FABIANA CORRÊA – Você S/A / Desenvolva sua carreira / Edição 0136 / Mercado – Entrevista

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Como pagar seu MBA?

02/12/2009 · Deixe um comentário

Se você vai encarar o desafio de buscar o diploma e já sabe que não vai contar com o apoio da empresa, se prepare para disputar bolsas

A sigla tem só três letrinhas, mas o custo de um MBA pode chegar a seis dígitos. No Brasil, os melhores custam mais de 40 000 reais. Nos Estados Unidos, 150 000 dólares, com moradia e alimentação. Como bancar essa bolada? Segundo números coletados pela Nielsen para o Guia VOCÊ S/A – Os Melhores MBAs no Brasil 2009, em comparação com 2007, mais empresas subsidiam parte do custo do MBA para seus funcionários. Há dois anos, 14% das empresas (em que os alunos pesquisados trabalham) subsidiavam parte do curso. Hoje, esse valor passou para 30%. Por outro lado, atualmente, só 13% das companhias pagam o curso integralmente, ante 32% em 2007. Veja como conseguir o montante.

imageCrédito: André Valentim

NA UNIVERSIDADE

Aqui e lá fora, há duas formas de buscar ajuda com a escola. As bolsas por mérito, que não exigem reembolso, e as que são reservadas para minorias raciais. Mas, se o aluno tiver um histórico excepcional, as instituições têm interesse em mantê-lo e podem negociar facilidades. No exterior, o que mais conta na hora de conseguir o financiamento é uma boa nota no GMAT ou no SAT, testes que medem aptidão lógica e verbal em inglês. No Brasil, não são todas as faculdades que ofertam bolsas.
O Insper – Ibmec São Paulo, possui. O que as escolas costumam conceder são créditos, seja por fundos da própria instituição, seja por parcerias com os bancos. “No exterior, a vantagem do empréstimo intermediado pela escola é o prazo generoso de 5 a 20 anos para pagar e juros baixos, em torno de 12% ao ano”, diz Ricardo Betti, diretor da consultoria MBA Empresarial, de São Paulo. Segundo Ricardo, em breve os juros devem se normalizar em 7% ao ano, pois o principal financiador de MBAs nos Estados Unidos, o Citibank, cancelou seu programa no auge da crise econômica, inflacionando o crédito. Universidades americanas como Harvard e a de Chicago, no entanto, já conseguiram alternativas com outros fundos.

FINANCIAMENTO BANCÁRIO

Um financiamento pleiteado diretamente no banco é a modalidade mais cara para cursar um MBA, embora na maioria dos casos seja a única opção para a mensalidade caber no bolso. No Brasil, o Santander e a Caixa Econômica Federal estão entre as instituições financeiras que mantêm convênio com as universidades. Os juros variam de 1,5% a 2,5% ao mês e o prazo, de dois a três anos.
A soma de juros ao ano é de 30%, em média, e o ideal é não comprometer mais de 30% da renda com o curso. Se você parcelar no banco, diga na universidade que pagará à vista, para ganhar um desconto. Quem se planeja ainda pode entrar num consórcio. Desde fevereiro, uma lei permite que se formem grupos para financiar serviços que custem de 4 000 a 20 000 reais com taxas mais baixas que as de um financiamento bancário comum. Mas o prazo de espera pode chegar a mais de um ano.

Ao todo, 43% dos alunos têm ajuda da empresa para pagar o curso

BOLSAS DE INCENTIVO

Há apenas duas entidades brasileiras que concedem bolsas para MBAs, variando entre 20% e 40% do valor do curso: a Fundação Estudar, em São Paulo, e o Instituto Ling, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O valor pode ser restituído aos poucos, sem juros, após os estudos. Há inscrições todos os anos. “Só concedemos bolsas para quem demonstra ser batalhador e passou em universidades que aparecem nos primeiros lugares dos rankings. Neste ano, incluindo as graduações, dos 4 200 inscritos apenas 34 conseguiram”, diz Thais Junqueira, diretora executiva da Fundação Estudar. O British Council, órgão educacional do governo britânico, também fornece bolsas para profissionais em início ou meio de carreira que se destacam em sua área e buscam pós-graduação no Reino Unido. Neste caso, a bolsa não precisa ser restituída.

Antecipe-se

O engenheiro Rafael Moulin Pinheiro, de 32 anos, analista de planejamento da Promon, no Rio de Janeiro, cursou MBA no IE Business School, na Espanha, em 2006, com os próprios recursos. Antes, ele havia sido aprovado em outra universidade, mas não conseguiu bolsa de estudo e levou mais dois anos. “Já tinha economias, mas não passavam perto”, diz. O planejamento, prevendo problemas, precisa começar 24 meses antes das inscrições, o recomendado para papelada, testes e bolsa.

Fonte: Bruno Vieira Feijó – Você S/A / Desenvolva sua carreira / Edição 0137 / Especial de MBAs

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Ministério libera R$ 30 milhões para infraestrutura de pesquisa em universidades

30/11/2009 · Deixe um comentário

 

Outros R$ 30 milhões vão ser aplicados como contrapartida dos governos estaduais

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, anunciou nesta sexta-feira (27), em Curitiba, a liberação de R$ 30 milhões para apoio a projetos de implantação de infraestrutura de pesquisas em universidades estaduais e municipais:

- Na realidade são R$ 60 milhões. Os outros R$ 30 milhões são contrapartida dos governos estaduais.

Rezende assinou convênio entre o ministério e a Abruem (Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais), que vai permitir a liberação dos recursos por meio de editais que serão publicados pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), ligada à pasta.

Até o momento, os editais eram dirigidos a todas as instituições – federais, estaduais e municipais. Agora, as instituições de ensino estaduais participarão de editais específicos, o que, para o ministro, dará um grande impulso às pesquisas nas universidades.

As universidades vão apresentar seus projetos de investimento em infraestrutura em pesquisas e uma comissão vai selecionar as propostas que deverão ser financiadas.

Segundo o ministro, o convênio está de acordo com a proposta do Plano de Ação Ciência Tecnologia Inovação 2007-2010 que promove a expansão do sistema de tecnologia.

A articulação entre o governo federal e os governos estaduais é essencial para que ciência e tecnologia, áreas ainda novas para a sociedade, tenham continuidade de um governo para outro, observou o ministro.
Sergio Rezende participou ainda da inauguração do Laboratório de Ensaios Tecnológicos em Madeira e Móveis, do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).

Segundo o diretor-presidente do instituto, Aldair Rizzi, este projeto vai atender a indústria moveleira de todo o país e do Paraná, realizando análises físico-químicas e microbiológicas em placas de madeira e produtos feitos com essa matéria-prima.

Os recursos – R$ 900 mil – para a construção do laboratório são da Finep e do governo do Estado.

 

Fonte: Agência Brasil

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Nordeste tem maior aumento de universitários do país

30/11/2009 · Deixe um comentário

 

Com 912,6 mil matriculados, região subiu para o segundo lugar no ranking nacional, segundo Censo da Educação Superior

O Nordeste registrou o maior aumento de matrículas em instituições de ensino superior no país em 2008 frente ao ano anterior, com 7%. A região brasileira ultrapassou também o Sul no número total de universitários e fechou o ano passado com a segunda colocação, só ficando atrás do Sudeste.

Segundo o Censo da Educação Superior 2008, divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Inep, órgão de pesquisa ligado ao MEC (Ministério da Educação), 912.693 alunos cursaram faculdades nordestinas no ano passado, frente 853.319 estudantes em 2007. Já o Sul, que não acompanhou esse ritmo, passou de 864.264 matrículas, em 2007, para 887.182, em 2008.

Para a professora de educação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Maria do Carmo Peixoto, esse aumento mostra um potencial de expansão na região a curto prazo:
- O Nordeste é uma área que tradicionalmente é menos coberta pelo ensino superior. O potencial de expansão é muito grande. Por isso, ali, as faculdades particulares devem ter avançado. O Reuni também trouxe um bom investimento na região.

Os dados do Censo revelaram também que o Nordeste superou a média brasileira. Em todo o país, a quantidade de estudantes foi 4,1% maior em 2008 em relação a 2007 – nesse período, as matrículas no Brasil pularam de 4,880 milhões para 5,080 milhões.

O Estado nordestino que tem mais alunos na faculdade é a Bahia, com 224.766 matrículas. Logo em seguida, vem o Pernambuco, com 170.164 universitários, e o Ceará, com 136.720 estudantes no ensino superior.

A única parte do país onde se verificou um acréscimo no número de instituições de ensino superior foi na região Nordeste, com 10 faculdades a mais no ano passado em comparação aos dados de 2007.

Contraste
Metade dos universitários brasileiros estuda na Região Sudeste. A área respondeu por 2,512 milhões de matrículas do país em 2008, sendo que 55% desse total está cursando faculdades no Estado de São Paulo (1,399 milhão). Em seguida, estão Minas Gerais (521.045), Rio de Janeiro (500.266) e Espírito Santo (92.199).

Apesar de também ter ficado acima da média do país, o Norte ainda ocupa a última posição na divisão por áreas brasileiras. A região teve 6,3% a mais de matrículas na mesma comparação – quando passou de 303.984, em 2007, para 323.190, em 2008 –, mas o número final não alcançou o do Centro-Oeste, com 444.431 alunos na faculdade no ano passado.

O Acre é o Estado que teve o menor número de estudantes nas faculdades em 2008, com 18.649. O topo do ranking nortista foi ocupado pelo Amazonas, com 105.186 universitários, seguido do Pará, com 97.297 matrículas.

 

Fonte: Ingrid Tavares, do R7

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Rede particular responde por 90% do ensino superior oferecido no país

30/11/2009 · Deixe um comentário

Em 2008, as instituições privadas ficaram com 80% do 1,5 milhão de novos alunos

Não foi do governo o papel principal de acesso à educação superior no país no ano passado. Essa função ficou a cargo da rede privada de ensino, que recebeu o maior número de alunos e ofereceu mais vagas e cursos de graduação do que as instituições públicas em 2008, apontam dados do Censo da Educação Superior, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Inep, órgão de pesquisas ligado ao MEC (Ministério da Educação).

Das 2.252 instituições de ensino superior cadastradas no ministério em 2008 – 29 a menos do que no ano anterior –, 90% são privadas. No ano passado, por exemplo, as instituições pagas foram responsáveis por 79,6% do 1,505 milhão de novos alunos nas faculdades, com 1,198 milhão de ingressantes. Já o ensino público chegou a registrar declínio desse percentual nas instituições municipais (- 10,4%). As faculdades estaduais e as federais, no entanto, tiveram aumento em 2008 com relação a 2007, acompanhando a média do país.
A oferta de cursos também é maior no ensino superior privado, com 17.947 carreiras frente as 6.772 da rede pública. A diferença de 11.175 cursos, em 2008, sugere que as instituições privadas acompanharam melhor as tendências do mercado de trabalho, deixando as carreiras clássicas para as faculdades públicas.

Problemas

Apesar desses números, Mozart Ramos Neves, presidente-executivo do Movimento Todos pela Educação, alerta para a quantidade de vagas ociosas e a baixa concorrência nas instituições pagas em 2008.
— Apesar de o ensino superior estar privatizado no país, mais da metade das vagas dessas instituições não estão preenchidas. Isso revela dois aspectos: ou os alunos não estão interessados nessa quantidade de carreiras novas, ou eles não conseguem pagar as mensalidades dos cursos.
Para ele, mesmo com tanta oferta de oportunidades na carreira universitária, o país está longe de bater a meta do Plano Nacional de Educação, como colocar 30% dos jovens, entre 18 e 24 anos, nas universidades.
No Brasil, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2008, só 13,9% dos jovens nessa faixa etária estão no ensino superior. Para ele, é “impossível” o país alcançar a meta até 2011, já que teria de praticamente triplicar a quantidade de alunos.

Segundo dados da ONG, 85% das matrículas do ensino médio são da rede pública de ensino, e não da privada. A inversão na etapa seguinte, na entrada da faculdade, segundo Ramos, demonstra a baixa qualificação do ensino no país.
— Nas metas do Todos Pela Educação, só 9,8% dos concluintes do ensino médio apreenderam conhecimentos de matemática em todo o país. Agora, se o aluno não sai da escola sabendo o básico, como exigir que ele acompanhe as aulas nas faculdades? Essa baixa qualificação vai aparecer como futuras reprovações nas universidades privadas ou como abandono dos cursos nas instituições públicas.
Para Ramos, é preciso equacionar essa diferença para que mais pessoas tenham acesso ao ensino superior a médio prazo. Para ele, uma medida rápida seria o governo apostar nos cursos com menor duração, como os tecnológicos, que acompanham bem as demandas do mercado. Ele aponta ainda uma reforma nas grades curriculares, deixando a conclusão de algumas carreiras dois anos mais curtas.

Dez maiores
Além disso, das dez instituições de ensino com o maior número de matrículas no país, em 2008, oito são particulares. A Unip (Universidade Paulista) lidera o ranking, com 166.601 alunos, seguido da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, com 115.916, e Uninove (Universidade Nove de Julho), com 93.520.
Consideradas centros de referência no país, a USP (Universidade de São Paulo) aparece apenas na sexta colocação, com 50.508 matrículas, e a Unesp (Universidade Estadual Paulista), com 31.974 alunos, fecha a lista das dez maiores.
Apesar dessa concentração na rede particular, o censo 2008 aponta que as instituições que mais incentivam pesquisas e projetos de extensão são as do ensino público. Enquanto 90% das instituições pagas são faculdades, 6% delas são centros universitários e 4%, universidades; a rede pública se divide entre faculdades (57%) e universidades (40%), basicamente – o restante se refere aos centros universitários, que têm autonomia como as universidades, para criar vagas e cursos sem aval do MEC, por exemplo, mas não atuam na formação de pesquisadores.

 

Fonte: Ingrid Tavares, do R7

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Metade das vagas não é preenchida no ensino superior

30/11/2009 · Deixe um comentário

Em seis anos, número de vagas ociosas nas instituições de ensino dobrou, diz MEC

Quase metade das 3 milhões de vagas oferecidas no ensino superior em 2008 não foram preenchidas, segundo o Censo da Educação Superior divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Inep (órgão ligado ao Ministério da Educação). Somando a oferta em instituições públicas e particulares, 1,47 milhão de vagas ficaram ociosas. 

O número corresponde às vagas em cursos presenciais. Se for feita uma comparação de seis anos, o desperdício de oportunidades mais do que dobrou na rede universitária – passou de 567 mil vagas ociosas, em 2002, para 1,47 milhão, em 2008.

A quantidade de vagas ociosas em 2008 é cerca de 10% maior do que em 2007, quando o desperdício era de 1,3 milhão de vagas em todo o país.

As universidades públicas respondem por uma pequena parte deste problema – 36 mil vagas, em dados de 2008. O número, no entanto, representa um aumento de quase 20% com relação a 2007, quando 30,7 mil vagas estavam vazias.

Nas instituições privadas, o número de oportunidades não preenchidas é quase 40 vezes maior do que no setor público: 1,44 milhão de vagas acabaram inutilizadas.

Reynaldo Fernandes, presidente do Inep, afirma que as instituições particulares criam mais vagas do que pretendem oferecer como forma de ter um "banco de vagas" e contornar a burocracia:

- Elas [as particulares] pedem mais do que vão oferecer. Como a liberação de novas vagas pelo ministério está menos burocrática, deve haver correção desse efeito nos próximos anos.

Maria do Carmo Peixoto, professora de educação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e especialista em ensino superior, afirma que o problema no caso das particulares pode estar no crescimento descontrolado das instituições:

— Essa expansão começou no fim dos anos 1990 e não parou mais. O número de vagas ofertadas é maior que o de alunos.

O número de vagas ociosas é maior nos cursos de licenciatura do que em engenharia e medicina, afirma o presidente da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior), Gabriel Mario Rodrigues:

— A quantidade [de vagas] não é um problema, isso varia ano a ano. As instituições precisam ter um resguardo nas vagas que oferecem, então o número é sempre alto na rede particular. Mas em cursos tradicionais, como engenharia e medicina, você raramente vai encontrar esse problema.

O crescimento na rede federal ocorreu através do Reuni (programa do governo para expansão das universidades federais), afirma Maria do Carmo:

— Em um primeiro momento, as vagas [nas universidades federais] aumentaram. No próximo censo, em 2009, é que vamos ver se elas estão sendo preenchidas.

 

Fonte: Rafael Sampaio, do R7

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Defesa Pública de Mestrado na UFBA

28/11/2009 · Deixe um comentário

Autora:

Danielle Soares Paiva

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Título da Dissertação:

Análise de um Processo de Mudança Organizacional: O Caso do Projeto de Implantação do Sistema de Gestão Integrado no SENAI-BA

Comissão Julgadora:
Prof. Célio Andrade – NPGA/EAUFBA (Orientador);
Profa. Mônica Mac-Allister – NPGA/EAUFBA (Convidada);
Profa. Rosângela Novaes – SENAI/BA (Convidada)

Início:
11/12/2009 – Sexta – 14:00

Término:
11/12/2009 – Sexta – 17:00

Local:
Escola de Administração da UFBA, Sala 20

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Pesquisa aponta que 45,6% dos universitários já usaram drogas

26/11/2009 · Deixe um comentário

Levantamento da Secretaria Nacional Antidrogas entre universitários de todo o país revela que 45,6% dos estudantes já usaram algum tipo de droga ilícita ao menos uma vez na vida. Os números serão divulgados para todo o Brasil na próxima nesta quinta-feira (26) e apontam que consumo de entorpecentes entre os jovens continua alto.

De acordo com a pesquisa, quando perguntados se haviam feito uso de alguma droga ilícita nos últimos 12 meses,  27,6% dizem que sim, 18,1% afirma que fizeram uso de drogas nos últimos 30 dias.

Entre os psicotrópicos considerados proibidos, os mais comuns são  a maconha, a cocaína, os ansiolíticos e as anfetaminas.

‘É uma questão da qual a universidade no Brasil não pode mais fugir’, disse Paulina Duarte, secretaria-adjunta de Políticas sobre Drogas da Secretaria Nacional Antidrogas, órgão vinculado à Secretaria de Segurança Institucional da Presidência da República.

A pesquisa realizada por uma equipe da Univesidade de São Paulo tem como objetivo mapear o uso de drogas ilícitas pelos universitários, considerados como ‘grupo de risco’ por estar em fase de transição para vida adulta.

Em pesquisa realizada em 2008 sobre uso de alcool e tabaco, 77,7% dos universitários afirmaram que ingeriram álcool e 12,2% que consumiram tabaco.

Os dados foram divulgados em primeira mão durante o segundo Seminário Internacional de Pesquisa Sobre Droga, realizado na noite desta quarta-feira (25) na capital baiana, onde também foi lançado oficialmente a Rede Nacional de Pesquisa sobre Drogas em Salvador.

 

Fonte: Felipe Corazza e Wladmir Pinheiro -  Correio

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Perícia Administrativa com Cálculos Trabalhistas e Liquidação de Sentença

24/11/2009 · Deixe um comentário

Perícia Administrativa com Cálculos Trabalhistas e Liquidação de Sentença

O curso tem como objetivo preparar, treinar e capacitar Administradores a atuar em Perícias Judiciais e Extrajudiciais.

Vagas Limitadas – 35 alunos!

Curso exclusivo para Administradores e Estudantes do Curso de Bacharelado em Administração.

Data / Horário:
03/12 – das 19:00 às 22:30
04/12 – das 08:00 às 18:00
05/12 – das 08:00 às 18:00

Carga Horária:
20 horas/aula

Público Alvo:
Administradores e Estudantes do Curso de Bacharelado em Administração.

Programa:
Tipos de Contrato de Trabalho
Análise em Folha de Pagamento (horas extras, adicional noturno, insalubridade periculosidade, RSR, comissões, gratificações ATS e etc.)
Rescisão de Contrato de Trabalho
Análise de Risco de Passivo Trabalhista
Férias, Salário “In Natura”
Perícia de Liquidação e Instrução, com respostas de Quesitos
Estimativa de Honorários
Diligências
Casos Práticos de Perícia Contábil e Judicial e Extrajudicial.

Facilitador:
Adm. Robson Barros Rodrigues Gago
Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Santa Úrsula; Graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Veiga de Almeida; MBA em Recursos Humanos pela Universidade Veiga de Almeida. Possui experiência profissional nas áreas de Perícias Judiciais Contábeis e Administrativas, há mais de 13 (treze) anos de carreira, atuando também como Professor e Auditor Externo na área contábil, com grande conhecimento em legislação trabalhista e tributária. Elaborando Laudos Judiciais para a Justiça do Trabalho, Cível e Federal. Sócio Gerente da CRG Assessoria Contábil.

Local:
Auditório Centro de Desenvolvimento Profissional do CRA/BA
Av. Tancredo Neves, 999, Ed. Metropolitano Alfa, sala 402, Caminho das Árvores – Salvador/BA

Investimento:
Administrador em dia com suas obrigações perante o CRA/BA = R$ 120,00
Estudante de Administração = R$ 60,00
Pagamento à vista no boleto bancário, ou em até 3 vezes sem juros nos Cartões de Crédito Visa, Mastercard, Diners ou Hipercard, na sede do CRA/BA.

* A inscrição na CATEGORIA ADMINISTRADOR está condicionada a comprovação da quitação das obrigações perante o CRA/BA.

* A inscrição na CATEGORIA ESTUDANTE está condicionada ao envio do comprovante da matrícula do curso de Bacharelado em Administração, através do FAX (71) 3311-2557 ou e-mail cursos@cra-ba.org.br.

Incluso:
Material Didático, Coffee Break e Certificado.

Clique aqui para fazer sua inscrição!

Informações:
Conselho Regional de Administração da Bahia -  CRA/BA
Tel: (71) 3311-2583
Fax: (71) 3311-2573
E-mail: cursos@cra-ba.org.br

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Tecnólogos já podem obter seu registro profissional no Conselho Regional de Administração

24/11/2009 · Deixe um comentário

O Conselho Federal de Administração (CFA) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira, dia 13 de novembro, a Resolução Normativa que aprova o registro profissional nos Conselhos Regionais de Administração (CRAs) dos diplomados em cursos superiores de tecnologia.
Os profissionais já podem entrar em contato com os Conselhos Regionais de Administração de sua região para obter mais informações sobre o registro profissional. A autarquia debate agora os mecanismos de operacionalização deste processo.
Para regulamentar sua atuação, o profissional deve ter formação em um dos cursos de Graduação em Tecnologia relacionados à área da Administração descritos Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia (http://catalogo.mec.gov.br) e estar atuando nos campos profissionais relacionados à área.
Nos últimos anos, cresceu significativamente a procura pelos cursos Graduação em Tecnologia. O perfil dos alunos mudou e, com isso, surgiram outros nichos e áreas onde estes profissionais podem atuar no mercado de trabalho.
Com a finalidade de orientar e disciplinar o exercício da profissão de Administrador, conforme descrito na Lei nº 4.769/65, o CFA tem a responsabilidade de regulamentar e fiscalizar a atuação profissional nos campos da Administração. Neste sentido, a regulamentação dos diplomados em cursos superiores de tecnologia faz parte da preocupação da autarquia, por se tratarem de profissionais atuantes na área. Da mesma forma, o registro profissional de tecnólogos demonstra o apoio do CFA a uma demanda do Ministério da Educação ao que se refere à implementação da política da educação profissional e tecnológica no país.
Acesse a Resolução Normativa nº 373, de 12/11/09, e a Resolução Normativa nº 374, de 12/11/09, e entenda melhor o processo de regulamentação dos diplomados em cursos superiores de tecnologia.

Lilian Saldanha
Jornalista

 

Fonte: CFA

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